JAZZ-BAND
DA FLORESTA
Hora de ouro e sangue da manhã.
A terra desperta
e sacode, para longe, o capuz negro da noite.
Fica toda nua
para receber o banho rútilo do Sol...
No palácio verde das frondes
começa o Jazz bizarro da floresta:
rubros campinas cálidos - clarinam!
- o canário - cornucópia de ouro -
derrama,
sobre a mesa de esmeralda das campinas,
moedas cantantes de cristal!
- a araponga,
que tem um malho e uma bigorna na garganta,
faz um estrépito ensurdecedor!
- sentimental boêmio das matas,
o bem-te-vi rebelde
põe uma nota excêntrica no jazz...
Cantam a graúna, o pintassilgo, a rola,
- todos os pássaros da floresta cantam!
É o jazz original das selvas de minha terra,
vibrante como sua alma! ardente como o seu povo!