MÃO
Homens, há uma grande mão estendida sobre vós
Vede, homens cegos!
Ela é branca e luminosa e forte.
Mão em que cabem todos os destinos humanos.
Mão que abarca o mundo
e sustenta o infinito nos dedos...
Mão que vigia, que adivinha,
Que vem do passado sem fim e conhece o futuro sem termo.
Mão poderosa,
mão luminosa.
os homens querem fugir dos raios teus!
Ó pobres criaturas passageiros,
filigranas do Supremo Artista,
ó homens,
a carne é só argila,
é barro só.
Ossos, nervos, sangue,
tudo desaparece,
tudo apodrece.
Mas em vós, homens,
aquela Mão pôs algo que não morre...
pôs a eternidade.
A sombra daquela Mão é a Luz.