POEMA DO SILÊNCIO
Ó silêncio, de mãos de sombra e pés de pluma,
abre-me a tua alma tênue
e deixa-me dormir,
ao embalo da canção
sem palavras
de teu coração,
- que é uma bolha de sabão
a fulgir e a bailar
no ar,
como imponderabilíssima ilusão...
Silêncio, meu mestre e meu irmão!