A MORTE DO PRÍNCIPE
À memória do Pe.
António Tomás,
Príncipe dos Poetas Cearenses
Uirapuru das plagas nordestinas,
entre os pássaros todos o primeiro,
cantaste no silêncio das campinas,
mas foste ouvido no Brasil inteiro.
Se, agora, em face à morte, a fronte inclinas,
teu nome sobe aos céus como um luzeiro.
E enchem o azul as vibracões divinas
que deixaste no canto derradeiro.
Teu verso simples agradava ao povo
que via, em ti - o velho e sempre novo
sacerdote da rima e da ilusão.
Príncipe - a turba te beijava o manto!
Pois foi a Lira, que prezavas tanto,
A imagem do teu próprio coração.